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SUS inclui teste não invasivo que moderniza rastreamento de câncer de intestino
Principais pontos
- Chamado de Teste Imunoquímico Fecal – ou FIT –, o novo exame detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar alterações no intestino.
- O teste será referência no SUS para homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas e pode alcançar mais de 40 milhões de brasileiros.
- Método não exige preparo intestinal nem dieta restritiva e, em caso de resultado positivo, o paciente segue para investigação complementar.

Em sua lista de procedimentos oferecidos à população, o SUS incluiu um exame não invasivo que pode ajudar na prevenção do câncer de intestino, o segundo mais frequente no Brasil quando se analisam os tumores que atingem homens e mulheres. Chamado de Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês), ele passa a ser referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, ele apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
O teste é simples e detecta sangue oculto nas fezes. O exame já existe em laboratórios particulares. Anunciado em maio pelo ministério, ele entrou na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde nesta semana. O governo tem até 180 dias para efetivamente disponibilizar o exame na rede pública.
A expectativa é ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Na estratificação por gênero, entre os homens, o câncer mais frequente é o de próstata; enquanto o de mulheres é o de mama.
A estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) é de 53,8 mil novos casos de tumores de intestino no país por ano.
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Como funciona o FIT?
O novo método disponibilizado pelo SUS é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames tradicionais (um método químico) para identificar sangue oculto, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar a hemoglobina humana presente nas fezes, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. Ela é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.
Segundo o Ministério da Saúde, entre as principais vantagens do FIT estão:
- não exige preparo intestinal;
- não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser feito com apenas uma amostra;
- é menos invasivo;
- tem maior adesão da população.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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