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Renda de 41% das mulheres que acionam o Ligue 180 é de até um salário mínimo

Principais pontos

  • Análise do Ministério das Mulheres traça o perfil de quem procurou o Ligue 180 ao longo de 2025; 28% das mulheres declararam não ter renda.
  • Já em 2026, o serviço registrou 1,03 milhão de atendimentos nos primeiros sete meses, volume equivalente a 95% de todo o ano passado.
  • De janeiro a julho deste ano, foram feitas 98.705 denúncias de violência de gênero; a psicológica foi a mais relatada, com 35% dos registros.
O Ligue 180 já soma 1.035.647 atendimentos nos sete primeiros meses de 2026. São 98.705 denúncias de violência de gênero.
O Ligue 180 já soma 1.035.647 atendimentos nos sete primeiros meses de 2026. São 98.705 denúncias de violência de gênero.
Source: Unsplah/ Chris J Davis
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O Ministério das Mulheres divulgou dados da Análise Estatística do Perfil da Vítima do Ligue 180. Em 2025, entre as mulheres que buscaram ajuda, 41,3% declararam viver com até um salário mínimo. E 28% informaram não ter renda alguma.

O balanço também mostrou o grau de escolaridade das mulheres que acionaram no ano passado a Central de Atendimento à Mulher, outro nome do Ligue 180. Delas, 35,3% concluíram o ensino médio e 13,6 %, apenas o superior. O índice de mulheres que não terminaram o ensino fundamental é 18,8%.

Como ressaltou o ministério nas redes sociais, quanto maiores a escolaridade e a autonomia financeira, menor a vulnerabilidade à violência.

Com 20 anos completados em novembro de 2025, o Ligue 180 registrou no ano passado 1.088.900 atendimentos, quase três mil por dia, o que representa um aumento de 45% em comparação com 2024.

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Foram contabilizadas 155.111 denúncias de violência, alta de 17,4% sobre o ano anterior. A média diária de denúncias foi de 425.

Central mais acionada em 2026

Neste ano, o serviço já superou um milhão de atendimentos. Os registros são dos primeiros sete meses. Esse volume (1.035.647) representa 95% do total de 2025.

De acordo com os dados do ministério, foram feitas 98.705 denúncias de violência de gênero nesse período. A psicológica se mantém como a mais relatada. Ela responde por 35% dos casos.

A maior parte das chamadas se refere a pedidos de informação (872.257). Também foram feitos 63.478 pedidos de orientação e serviços da rede. O Ligue 180 registrou ainda 1.207 manifestações.

Em relação às solicitações de informação, há chamadas que incluem relatos de violência. Isso demonstra a percepção das agressões sofridas.

Quanto às denúncias, elas ficaram distribuídas desta forma:

  • 35.284 casos de violência psicológica (35%);
  • 24.273 casos de violência doméstica - foram relatados desse modo (24,5%);
  • 18.134 casos de violência física (18%);
  • 14.635 casos de violência moral (15%);
  • 8.239 casos de violência patrimonial (8%).

Em que estados o serviço foi mais procurado

São Paulo tem o maior número de atendimentos registrados nos primeiros sete meses do ano, em comparação aos demais estados. Depois, estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

  • São Paulo: 106.552 atendimentos;
  • Rio de Janeiro: 64.670;
  • Minas Gerais: 42.439;
  • Bahia: 28.143;
  • Rio Grande do Sul: 17.989.

Quais são os canais de atendimento

O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acessado por diferentes canais:

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  • Telefone: 180, com ligação gratuita;
  • WhatsApp: (61) 9610-0180;
  • E-mail: central180@mulheres.gov.br;
  • Há atendimento em Libras, voltado a mulheres surdas ou com deficiência auditiva.

Além de receber denúncias, a Central de Atendimento à Mulher esclarece dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, orienta sobre os direitos das mulheres e informa quais serviços especializados estão disponíveis em cada município.

Em situações de agressão em andamento, ameaça imediata ou risco de morte, a recomendação é acionar o 190, telefone de emergência da Polícia Militar, para atendimento imediato.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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