Pix supera 1 bilhão de chaves e movimenta mais de R$ 35 tri por ano
Principais pontos
- O Banco Central registrou 1,008 bilhão de chaves Pix em setembro de 2026, crescimento de aproximadamente 88 milhões de cadastros desde o fim de 2025.
- Mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o sistema, o equivalente a cerca de 80% da população brasileira, segundo o BC.
- Em 2025, o Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em quase 80 bilhões de transações. A partir de julho de 2027, o Pix Automático poderá ser usado em contas-salário.

O Pix ultrapassou a marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central (BC). Lançado em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos passou a fazer parte do cotidiano dos brasileiros, utilizado para transferir dinheiro, pagar compras, quitar contas e receber pagamentos.
No dia 30 de setembro, o BC contabilizava 1,008 bilhão de chaves Pix, contra 998 milhões em agosto. No fim de 2025, eram 920 milhões. Isso representa um crescimento de aproximadamente 88 milhões de cadastros em nove meses, ou 9,6%.
O número de chaves, entretanto, não corresponde à quantidade de usuários. Uma mesma pessoa pode cadastrar diferentes identificadores, como CPF, telefone, e-mail ou chave aleatória, além de manter registros em mais de uma instituição financeira.
Segundo o painel estatístico do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já fizeram pelo menos uma operação pelo Pix, o equivalente a cerca de 80% da população brasileira. O indicador é acumulado e não significa que todas essas pessoas utilizem o sistema regularmente ou tenham realizado transações em 2026. O BC não informa a data exata de referência desse total no destaque do painel.
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Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025
A dimensão do Pix também aparece no volume de dinheiro transferido. Em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, que movimentaram mais de R$ 35 trilhões, segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023–2025, divulgado pelo Banco Central em agosto deste ano.
Ao final de 2025, 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas tinham enviado ou recebido pelo menos um Pix. Esses números ajudam a mostrar o alcance do sistema, embora não indiquem quantos usuários realizaram operações especificamente naquele ano.
Os mais de R$ 35 trilhões não representam dinheiro novo gerado na economia, mas a soma dos valores transferidos em todas as operações realizadas ao longo do ano. Um mesmo valor pode circular diversas vezes entre pessoas e empresas e ser contabilizado em diferentes pagamentos.
Os números de setembro também mostram a intensidade do uso. No mês passado, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), operado pelo BC, processou 7,1 bilhões de transações, movimentando aproximadamente R$ 3,2 trilhões.
Esses dados se referem às operações liquidadas pelo SPI, responsável pelas transferências entre instituições financeiras diferentes. Pagamentos entre clientes de uma mesma instituição podem ser processados internamente, sem passar pelo sistema do BC. Por isso, os números do SPI não representam necessariamente a totalidade das operações Pix realizadas no país.
Mais da metade das chaves é aleatória
As chaves aleatórias são as mais numerosas nos cadastros do Pix. Em setembro, havia 526,8 milhões desses identificadores, equivalentes a 52,3% do total.
A distribuição das principais modalidades era a seguinte:
- Chaves aleatórias: 526,8 milhões (52,3%).
- Números de celular: 166,3 milhões (16,5%).
- CPF: 153,9 milhões (15,3%).
- Endereços de e-mail: 144,6 milhões (14,3%).
As chaves aleatórias são códigos gerados pelas instituições financeiras que permitem receber pagamentos sem compartilhar diretamente informações como CPF, telefone ou e-mail.
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Do total de chaves registradas em setembro, 956,7 milhões pertenciam a pessoas físicas e 51,2 milhões estavam vinculadas a empresas. Os números são arredondados.
O cadastro de uma chave não é obrigatório para utilizar o Pix. As transferências também podem ser realizadas por meio dos dados bancários do destinatário ou pela leitura de um código QR.
Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar associada a uma conta por vez.
Pix Automático chegará às contas-salário em 2027
O Banco Central também prepara a ampliação das funcionalidades do Pix. A partir de 1º de julho de 2027, o Pix Automático poderá ser utilizado em contas-salário, conforme a Resolução BCB nº 587, publicada no Diário Oficial da União em 21 de setembro.
A mudança permitirá que trabalhadores autorizem pagamentos recorrentes diretamente da conta em que recebem o salário, sem precisar realizar uma nova transferência a cada vencimento.
O Pix Automático funciona mediante autorização prévia do cliente e pode ser utilizado para pagamentos periódicos, como mensalidades e contas de serviços.
Nas contas-salário, essa será a única modalidade de Pix permitida para o envio de pagamentos. As restrições já existentes para recebimento de recursos, transferências e outras modalidades de pagamento continuarão valendo.
A medida faz parte das atualizações do regulamento do Pix aprovadas pelo Banco Central para ampliar as possibilidades de utilização do sistema.
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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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