O perfil das eleições de 2026, em 5 dados-chave
Principais pontos
- Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro com mulheres em maioria, mas subrepresentadas entre candidaturas.
- 'Candidato médio' é homem branco, casado e concluiu ensino superior.

O primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, levará às urnas o maior eleitorado da história brasileira: 158.765.458 eleitores estão aptos a votar no país.
Para dimensionar este pleito, o GSW Brasil levantou cinco dados registrados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que ajudam a explicar quem irá votar e quem será votado na disputa.
O 'candidato médio' brasileiro
Considerando os recortes estatísticos reunidos pelo TSE a partir das candidaturas registradas, a maior parte dos postulantes a um cargo eletivo em outubro é do gênero masculino (65%), casado (50%), tem de 45 a 49 anos, é branco, heterossexual e tem o ensino superior completo.
O 'eleitor médio' brasileiro
Em contraste com sua representação, o extrato médio do eleitorado brasileiro resultaria em uma votante mulher (53%), solteira (60%), que tem entre 40 e 44 anos, não concluiu o ensino superior e se declara parda (51,76%).
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Voto altamente concentrado
Dos mais de 158 milhões de eleitores brasileiros, 66.332.849 residem na região Sudeste. Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo concentram 41,78% dos eleitores brasileiros.
A estatística ajuda a explicar porque os presidenciáveis priorizam a região para comícios e articulação de alianças. Nesta campanhas, o presidente Lula (PT) insistiu até convencer o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) a concorrer novamente ao governo de São Paulo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição; por sua vez, Flávio Roscoe (PL) foi escolhido de última hora candidato ao governo de Minas Gerais para evitar que Flávio Bolsonaro (PL) não tivesse palanque no estado.
Mulheres subrepresentadas
As mulheres são 53% do eleitorado brasileiro, mas apenas 35% das candidatas aos cargos em disputa. O número de candidaturas femininas à Câmara dos Deputados caiu de 3.717 em 2022 para 2.820 neste ano -- uma queda de 24%.
No caso da Presidência da República, o cenário de subrepresentação é ainda mais nítido. Depois do recorde de mulheres concorrendo ao Palácio do Planalto na última disputa -- quatro entre doze --, elas são duas das treze postulantes ao cargo máximo da República neste ano.
Ambas concorrem por partidos nanicos: Samara Martins, pela Unidade Popular, e Clariana Barão, pela Democracia Cristã. As mulheres também não estão representadas como candidatas a vice nas chapas mais competitivas.
O Brasil, vale lembrar, elegeu Dilma Rousseff (PT) presidente duas vezes, em 2010 e 2014, mas uma mulher não voltou ao segundo turno desta disputa desde então.
Recorde de eleitores centenários
Em um sinal do processo de envelhecimento da população, as eleições de 2026 terão um recorde de brasileiros com 100 anos ou mais aptos a votar.
Segundo o TSE, 242.250 eleitores fazem parte deste segmento. O voto é obrigatório entre os 18 e os 70 anos e, portanto, a participação dos centenários no pleito é facultativa.
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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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