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Ministra diz que mulheres podem 'decidir eleição' e devem votar em quem honra compromissos

Principais pontos

  • Márcia Lopes afirmou que eleitorado feminino deve analisar candidatos que fazem mais por elas.
  • Declaração ocorre em meio a ofensiva do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) pelo voto das mulheres, que são maioria entre votantes do país.
Márcia Lopes, ministra das Mulheres do governo Lula (PT)
Márcia Lopes, ministra das Mulheres do governo Lula (PT)
Source: Agência Brasil
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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou na segunda-feira, 3, que a população feminina deve votar em quem "honrou os compromissos com as mulheres" nas eleições de 2026.

"É fácil falar que vai fazer, mas é um momento para analisarmos quem faz pelas mulheres", disse Lopes. "Nós, mulheres, podemos decidir uma eleição pela quantidade de eleitoras e pela influência que temos", concluiu ela durante evento na capital paulista. A declaração foi reportada pelo jornal Folha de S. Paulo.

O raciocínio culminou em um elogio às ações do presidente Lula (PT), que a nomeou para o cargo, voltadas às mulheres. "Foi o presidente quem criou o Ministério das Mulheres, que traz mais força política, e lidera o pacto nacional contra o feminicídio. De fevereiro para cá, mais de 21 mil agressores foram presos, 30 mil tornozeleiras distribuídas", disse.

Em busca do voto das mulheres

A declaração ocorre em meio a uma ofensiva dos presidenciáveis para conquistar o eleitorado feminino, que representa 52,8% do total de votantes no país, conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em pesquisa Datafolha divulgada em junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) superou Lula por 50% a 41% entre os homens. Entre as mulheres, porém, o mandatário ficou à frente com 52% contra 37% das intenções de voto de seu principal adversário.

O movimento coincide com uma guinada mais ampla à direita no eleitorado brasileiro. De acordo com o mesmo instituto, pela primeira vez desde 2014, mais brasileiros se posicionam à direita e centro-direita (44%) do que à esquerda e centro-esquerda (39%). Entre as mulheres, no entanto, 44% se dizem de esquerda, e 38%, de direita.