Macron apoia apelo de Gana por reparação devida à escravidão

O presidente francês Emmanuel Macron prometeu o "apoio total" da França aos esforços africanos para avançar na justiça reparatória pela escravidão, durante um pronunciamento virtual em uma conferência em Acra, na quinta-feira, 18.
Falando na Conferência Consultiva de Alto Nível sobre a histórica Resolução da ONU sobre o Tráfico e a Escravização de Africanos, Macron endossou o apelo de Gana por maior reconhecimento histórico e responsabilização.
"Não quero que surja nenhum mal-entendido; a França apoia totalmente o apelo feito por Gana", disse Macron. "Este apelo visa estabelecer a verdade histórica em toda a sua profundidade."
O presidente francês disse que mais trabalho é necessário para abordar o que ele descreveu como as "zonas sombrias" da história, enfatizando a importância de ensinar as futuras gerações sobre a escravidão e compreender suas consequências de longo prazo.
"A primeira das reparações é a verdade, a verdade reconhecida e aceita", disse ele.
Macron reafirmou o compromisso da França com o processo de reconhecimento histórico.
"Quero assegurar-lhes aqui a minha total determinação e da França em continuar este caminho de reconhecimento histórico com todos os seus parceiros", declarou.
Ele também argumentou que as reparações devem ir além da compensação financeira e incluir a busca pela verdade, educação, memorialização e a devolução de artefatos culturais saqueados.
"A resolução apresentada por Gana expressa uma profunda aspiração por justiça, e isso nós não podemos ignorar", disse Macron. "Espero, portanto, que através deste trabalho inédito de reconhecimento histórico, possamos juntos lançar as primeiras bases de um caminho rumo às reparações, à reconciliação e a um futuro compartilhado."
A conferência foi sediada pelo presidente ganês John Dramani Mahama e reuniu os presidentes do Senegal e da Namíbia, além de representantes da União Africana, da CARICOM e da diáspora africana para discutir medidas práticas de justiça reparatória relacionadas à escravidão e ao colonialismo.
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