Flávio se compromete a não disputar reeleição e promete liberar mais armas para civis

Principais pontos

  • Candidato do PL afirmou que Estatuto do Desarmamento 'proíbe cidadão de se defender' em entrevista ao Jornal Nacional.
  • Apesar do aceno ao governo de Jair Bolsonaro, Flávio disse não ter conversado com o pai sobre cargos em eventual governo.
  • Críticas ao presidente Lula e promessa de adesão a política de combate ao narcotráfico adotada por Donald Trump também tiveram espaço.
Flávio Bolsonaro (PL) concede entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo
Flávio Bolsonaro (PL) concede entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo
Source: TV Globo/Manoella Mello

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou nesta quinta-feira, 15, que não disputará um novo mandato caso seja eleito no segundo turno do pleito contra o presidente Lula (PT). A declaração foi dada em sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.

Mais votado no primeiro turno da eleição, com 47,03%, ante 45,16% do candidato à reeleição, Flávio também defendeu o aumento do acesso da população a armas de fogo. "Quem atender os requisitos legais tem direito a ter uma arma para defender sua família. Hoje, o Estatuto do Desarmamento proíbe o cidadão de se defender e autoriza os marginais a comprar armas de guerra", afirmou o bolsonarista.

O acesso de civis a armas de fogo foi ampliado durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, por meio de dezenas de decretos e atos normativos que alteraram os limites de aquisição de equipamentos e munições, liberaram calibres de uso restrito e facilitaram o registro de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores). Segundo pesquisa Quaest divulgada em setembro, 58% dos brasileiros defendem que o acesso a armas seja limitado.

Ainda na área da segurança pública, o candidato do PL ainda prometeu tratar chefes de facções como narcoterroristas e aderir ao "Escudo das Américas", iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem o objetivo declarado de combater o narcotráfico no continente.

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Os elementos que o associam ao governo do pai também foram levantados na entrevista. Flávio afirmou não ter conversado com o ex-presidente sobre cargos para ele em seu eventual governo, negou nomear o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), seu irmão, para o Ministério das Relações Exteriores, e prometeu dar liberdade para que o Ministério da Saúde tome medidas necessárias em eventual emergência sanitária -- Jair, vale lembrar, desautorizou ministros e instituições da área na gestão da pandemia de covid-19.

Como em momentos anteriores, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e associou sua posição favorável ao fim da escala 6x1 ao "desejo da maioria dos brasileiros". "Eu rodei o Brasil e ouvi muitos trabalhadores. Votei conforme ouvi nas ruas", disse Flávio.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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