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Festival gratuito em SP debate como viver por mais tempo — e bem
Principais pontos
- Fórum e Festival Longevidade acontece no parque Ibirapuera, em São Paulo, com painéis e atividades até o sábado, 26.
- Mais de 200 horas de programação abordam saúde, trabalho, dinheiro, cultura, moradia, tecnologia, cuidado e os desafios de cidades para pessoas que podem viver 100 anos.
- Evento reúne mais de 300 debatedores, além de oficinas, filmes, música e uma experiência que usa inteligência artificial para levar o visitante a imaginar a vida como centenário.

Como você imagina sua vida a caminho dos 100 anos? Viajando? Morando só? Trabalhando? Às voltas com algum projeto? A pergunta que há algumas décadas poderia parecer improvável ganha cada vez mais sentido — e está no centro de um festival gratuito que começou nesta quinta-feira, 24, em São Paulo, e que vai até o sábado, 26.
O 8º Fórum e Festival Longevidade — Reimaginando Futuros acontece no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera. São mais de 200 horas de programação e mais de 300 debatedores, entre pesquisadores, artistas, especialistas, gestores públicos, organizações sociais e representantes de empresas.
A programação é extensa porque viver mais mexe com praticamente tudo: saúde, trabalho, dinheiro, moradia, relações familiares, cultura e até a maneira como as cidades são desenhadas.
Um dado apresentado pela organização ajuda a mostrar a transformação. O Brasil já reúne 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos, número que cresceu cerca de 60% na última década. Uma em cada cinco pessoas em idade ativa já pertence a essa faixa etária.
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Por isso, o futuro do trabalho terá espaço importante no encontro. Haverá discussões sobre profissionais seniores, equipes formadas por diferentes gerações, novas formas de construir uma carreira e o valor do conhecimento acumulado ao longo da vida.

Saúde, menopausa e até calor extremo
Uma parte da programação se concentra em como chegar às idades mais avançadas com saúde, autonomia e qualidade de vida. Vacinação, imunidade, menopausa, medicamentos, atividade física e saúde mental estão entre os assuntos previstos.
As mudanças climáticas também entram na programação, com discussões sobre os efeitos das ondas de calor na saúde e na qualidade de vida das pessoas mais velhas.
Haverá ainda atividades práticas, como yoga, caminhada, movimento e mindfulness.
Outro assunto que ganha importância à medida que a população envelhece é o cuidado. Quem cuidará de uma população que vive cada vez mais? E quem cuida de quem dedica a vida a cuidar dos outros?
Painéis vão discutir a formalização da profissão de cuidador, o financiamento dos cuidados de longa duração e a divisão dessa responsabilidade entre famílias, Estado, serviços e sociedade.
Como será você aos 100 anos?
Uma das experiências mais curiosas do festival é o “Túnel do Tempo”. Com inteligência artificial generativa e fundamentos científicos, a atividade convida cada participante a imaginar a própria vida aos 100 anos.
A programação vai além dos debates. Estão previstos filmes, shows, oficinas, lançamentos de livros e atividades de convivência.
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O encontro também recebe discussões internacionais. A programação inclui o II Congresso Internacional Cidades Amigas do Idoso e o III Congresso Internacional Envelhecer com Futuro, além da participação de especialistas ligados ao Fórum Econômico Mundial (WEF) e à Global Initiative on Ageing and Longevity, iniciativa ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
E onde vamos morar?
Chegar aos 90 ou 100 anos com autonomia depende também do lugar onde se vive.
Por isso, outra pergunta proposta pelo festival é bastante concreta: nossas casas e cidades estão preparadas para uma vida de 100 anos?
Os debates passam por habitação, mobilidade, acessibilidade, tecnologia e segurança dentro de casa. A discussão inclui desde calçadas e transporte até museus, teatros e bibliotecas capazes de receber pessoas com diferentes condições de mobilidade.
Uma atividade leva essa discussão para fora das salas. Em “Caminhando pela Cidade: Uma Experiência de Acessibilidade”, na sexta-feira, 25, das 11h30 às 12h30, os participantes serão convidados a percorrer o espaço urbano identificando barreiras encontradas pelo caminho.
Dinheiro para uma vida mais longa
Há ainda uma questão bastante prática: se a vida fica mais longa e a trajetória profissional muda, o planejamento financeiro também precisa mudar.
O evento dedica um eixo às finanças e à capacidade do sistema financeiro de acompanhar pessoas que vivem mais e podem ter carreiras menos lineares. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) participa dessa discussão.
Tecnologia e novos negócios completam a programação. Os debates incluem acessibilidade digital, mercado 50+ e as chamadas AgeTechs e SeniorTechs — empresas que desenvolvem produtos e serviços pensando nas necessidades de uma população mais velha.
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No fundo, assuntos tão diversos convergem para uma questão: já que estamos vivendo mais, como transformar esse tempo adicional em anos com saúde, autonomia, participação social e espaço para novos projetos?
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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