Atos públicos da direita e da esquerda marcam o último domingo antes da eleição

Principais pontos

  • Flávio Bolsonaro reune cerca de 72 mil pessoas na avenida Paulista, segundo estimativa independente.
  • Com Tarcísio e Nikolas, Flávio ataca Lula e promete indicar quatro ministros ao STF.
  • Apoiadores de Lula promovem atos em São Paulo e no Rio, com participação de Chico Buarque e Caetano Veloso.
Apoiadores de Flavio Bolsonaro na Avenida Paulista em São Paulo, no domingo, 18 de outubro
Apoiadores de Flavio Bolsonaro na Avenida Paulista em São Paulo, no domingo, 18 de outubro
Source: AFP

Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, se reuniram neste domingo (18) na avenida Paulista, em São Paulo, para o "Bloco do 22", manifestação de apoio à sua campanha no segundo turno. Enquanto isso, movimentos favoráveis à reeleição do presidente Lula (PT) organizaram mobilizações descentralizadas para a tarde, em diferentes regiões da capital paulista.

Flávio chegou por volta das 11h15 e subiu em um trio elétrico, acompanhado de lideranças como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Também estiveram presentes Deltan Dallagnol, Marcel van Hattem e André do Prado.

A concentração começou nas proximidades da rua Augusta e avançou pela avenida Paulista, ocupando pistas e calçadas entre o Masp e o Parque Trianon. Em meio a palavras de ordem e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Nikolas Ferreira defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Em seu discurso, Flávio atacou Lula, prometeu apresentar acusações contra o presidente no debate da Band, marcado para a noite deste domingo, e afirmou que, se eleito, pretende indicar quatro ministros ao STF contrários ao aborto e às drogas. Também disse que seu pai, Jair Bolsonaro, colocará a faixa presidencial nele durante a cerimônia de posse.

A mobilização ocorreu uma semana depois de milhares de apoiadores de Lula ocuparem a mesma avenida, no domingo (11). A campanha de Flávio, que recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, procura demonstrar força na reta final da disputa. A Paulista tornou-se, nos últimos anos, palco habitual de manifestações bolsonaristas. O ato reuniu cerca de 72 mil pessoas no momento de maior concentração, às 12h20, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Cebrap e da organização More in Common, com margem de erro de 12%.

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Atos pró-Lula

Apoiadores do presidente Lula (PT) também foram às ruas neste domingo (18), em manifestações organizadas em diferentes regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na capital paulista, centenas de pessoas participaram pela manhã de um ato no Largo da Batata, em Pinheiros, apesar do cancelamento de uma manifestação unificada inicialmente prevista para o local.

À tarde, movimentos sociais, entidades estudantis e artistas convocaram atos nas periferias de São Paulo, com o lema "Botar pra virar! Domingo é nas periferias!". Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, a programação inclui apresentações de Emicida, Rashid, Karol Conká e outros nomes do rap. No Grajaú, zona sul, foi anunciada a participação do Pagode da 27, enquanto em Itaquera, zona leste, a mobilização foi marcada para a Praça Brasil, na Cohab 2.

No Rio de Janeiro, uma manifestação organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com apoio do PT e do PDT, ocupou pela manhã um trecho da Avenida Presidente Vargas, nas proximidades da Candelária. O cantor Chico Buarque participou do evento e discursou em defesa dos estudantes e da democracia.

À tarde, uma nova concentração começou a reunir manifestantes no Posto 5 de Copacabana, onde Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia. A organização do evento anunciou a participação de artistas como Djavan, Simone, Marina Sena, João Bosco e Frejat. Segundo o UOL, havia fluxo intenso de pessoas chegando à região por volta das 16h, além da presença de parlamentares e lideranças de esquerda. Até aquele horário, não havia uma estimativa independente de público.

As mobilizações fazem parte da estratégia de ampliar o apoio à reeleição de Lula na reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O presidente não tem participação prevista nos eventos deste domingo.

O texto original desta reportagem foi atualizado às 16h25

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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