Conta de luz fica mais cara para 8,9 milhões de unidades consumidoras em SP

Principais pontos

  • Aumento previsto para residências é de 8,97%; para empresas, o reajuste é de 15%
  • Bandeira amarela seguirá afetando conta dos usuários no mês de julho, diz Aneel
  • Agência reguladora atribui elevação ao custo de transmissão e aos encargos do setor
Mão próxima à lâmpada acessa para ilustrar matéria sobre aumento da conta
Conta de luz mais cara
Source: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tarifa da conta de luz de 24 dos 645 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, atendidos pela empresa Enel, foi reajustada no último sábado, dia 04, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para residências e pequenos comércios, o aumento previsto é de 8,97%. O percentual para indústrias, shoppings e grandes comércios é de 15%. De acordo com o órgão regulador, 8,9 milhões de unidades consumidoras serão afetadas.  

Aumentos na conta de luz impactam diretamente no custo de vida das pessoas e no custo de produção de empresas. A energia tem um peso muito alto nas despesas das famílias, sendo um dos itens que mais influenciam na medição índice oficial de inflação, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE. Esse indicador é usado pelo Banco Central para fazer decisões sobre política monetária. Além do IPCA, a energia também afeta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado). 

Como São Paulo é o estado com mais peso regional dentro do índice oficial de inflação, de 32,28%, o aumento na conta de luz anunciada neste mês deverá gerar impacto no IPCA do segundo semestre. Vale lembrar que a inflação acumulada nos últimos 12 meses até maio está em 4,72% no país. Em São Paulo, a inflação de maio teve alta 0,61% na comparação com abril. Os índices de reajuste autorizados pela agência reguladora para o estado superam os percentuais de inflação nacional e regional. A taxa supera inclusive a prévia de inflação para junho medida pelo IPCA-15, de 4,80%. 

Influência do clima nas tarifas 

De acordo com a Aneel, os fatores que mais contribuíram para o reajuste tarifário foram o custo com transmissão e os encargos do setor. Em comunicado, a agência destaca as condições menos favoráveis do período seco atual, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos, o que leva à necessidade de acionamento de usinas termelétricas. O Sudeste é a região com maior concentração de usinas termelétricas, seguido do Nordeste, Sul e Centro-Oeste. 

A Aneel informa ainda que bandeira tarifária para o mês de julho de 2026 permanecerá amarela no país. Com isso, a conta de luz dos consumidores de energia elétrica continua tendo acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. 

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.