Colômbia ordena cerco de deportação contra imigrantes irregulares

Principais pontos

  • O governo de Abelardo De la Espriella ordenou operações policiais voltadas para estrangeiros em situação irregular em Barranquilla.
  • Estrangeiros envolvidos em crimes serão os primeiros alvos das ações – antes daqueles que apenas não regularizaram seu status.
  • O presidente colombiano afirmou que a repressão se aplicará a migrantes irregulares independentemente da nacionalidade.
De la Espriella adotou tom nacionalista: 'Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos'
De la Espriella adotou tom nacionalista: 'Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos'.
Source: Reprodução / Instagram/ Partido Defensores de La Patria

O presidente colombiano Abelardo De la Espriella ordenou que as autoridades iniciem operações em Barranquilla para identificar e deportar estrangeiros que vivem no país em situação irregular, tendo como prioridade máxima os envolvidos em crimes.

De la Espriella anunciou a medida durante uma reunião do conselho de segurança no domingo, 23, instruindo o serviço de imigração e a polícia a começarem as ações durante esta semana.

"Iniciaremos as operações. Esta é uma posição que mantive durante a campanha e que implementarei a partir da Presidência da República. Não apenas os estrangeiros que cometem infrações e crimes, mas também aqueles que violaram as regras para estar aqui", anunciou De la Espriella.

O presidente disse que as autoridades focarão inicialmente em estrangeiros envolvidos em atividades criminosas, antes de direcionar as ações para aqueles que não regularizaram sua situação migratória.

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"Primeiro, os que estão cometendo crimes. Segundo, os que não regularizaram sua situação e que, em breve, terão de ser deportados", disse.

De la Espriella também reiterou sua postura de "colombianos em primeiro lugar", afirmando que assumirá a responsabilidade pela política. "Não aceitarei imigração ilegal aqui. Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos", declarou. "Essa é uma decisão política e eu a assumirei. É uma decisão administrativa e eu a assumirei", acrescentou.

O mandatário colombiano destacou que as operações se aplicarão a imigrantes irregulares independentemente da nacionalidade, alertando que não aceitará "imigrantes ilegais, venham de onde vierem".

A medida sinaliza uma abordagem mais rígida em relação à política de imigração, após anos de programas de regularização voltados amplamente para venezuelanos.

Estudos estimam que cerca de 2,8 milhões de venezuelanos vivem na Colômbia, com mais de 500 mil permanecendo sem status migratório regular.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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