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Caiado reforça distância de Bolsonaro e prega 'ciência sem achismos' em plano para saúde

Principais pontos

  • Presidenciável apresentou plano de governo para área em São Paulo e defendeu retomada de 'confiança na ciência' e respeito à 'carteira vacinal'.
  • Vacinação foi colocada em dúvida repetidas vezes pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Caiado tem apostado em críticas ao bolsonarismo para se distanciar de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.
  • Ex-governador de Goiás também mirou governo Lula (PT) ao dizer que atual Ministério da Saúde 'prioriza os seus' em repasses orçamentários.
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, durante evento em São Paulo
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, durante evento em São Paulo
Source: Leonardo Rodrigues/GSW Brasil
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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu prioridade às campanhas de vacinação e criticou o "subfinanciamento" da Saúde pelo governo Lula (PT) ao apresentar seu plano de governo para a área nesta terça-feira, 18, em São Paulo. 

Para o ex-governador de Goiás, a administração petista tem "incapacidade de gestão orçamentária". Conforme o programa apresentado no evento, a União financiava 52% dos investimentos com saúde pública em 2002, fatia que caiu para 40% em 2023 -- primeiro ano do atual governo Lula. 

"Hoje, o Ministério da Saúde prioriza os seus e não tem metodologia [para os repasses orçamentários. Vidas não têm valor ponderal, elas valem o mesmo em São Paulo, Sergipe ou Goiás", disse Caiado, ao citar como exemplo os 26% de financiamento federal para a área em seu estado no ano de 2025.

Para 2026, conforme um levantamento do Senado Federal, o governo federal tem um déficit orçamentário de R$ 105,5 bilhões e cortou gastos com ministérios e outros órgãos para se enquadrar no arcabouço fiscal. A pasta da Saúde, com R$ 15,1 bilhões, teve a maior restrição de verba.

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Vacina contra o bolsonarismo

Além das críticas ao petista, Caiado prosseguiu na estratégia de se distanciar de Flávio Bolsonaro (PL), candidato mais competitivo da oposição. Em busca de ganhar tração na direita, o pessedista tem feito críticas públicas ao bolsonarista -- mudança de rota que fez o marqueteiro Paulo Vasconcelos deixar o comando da campanha nesta semana.

Nesta terça, adotou como mote a defesa de sua gestão na pandemia de covid-19, quando entrou em rota de colisão com Jair Bolsonaro (PL). Médico de formação, o ex-governador decretou lockdown em Goiás em junho de 2020 e defendeu a vacinação contra o coronavírus -- medidas contrárias às adotadas pelo então presidente. Em declarações recentes, vale dizer, Flávio declarou ser o "Bolsonaro que tomou vacina".

Em mais um sinal de distanciamento, Caiado foi ao evento acompanhado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), que deixou a pasta em conflito com Bolsonaro e, posteriormente, revelou a atuação do ex-chefe para emplacar o "tratamento precoce" sem comprovação científica contra a covid-19, e afirmou que um governante que não defende vacinas permite a prevalência das "teses mais malucas".

"O Brasil já foi referência na imunização. Hoje enfrentamos sérios problemas com relação a isso. Quando chegar à Presidência, farei uma campanha para conclamar a população a respeitar novamente a carteira vacinal", afirmou.

"A população não pode ter dúvidas em relação à ciência. É preciso defender a ciência e não dar espaço a achismos", concluiu Caiado. 

Em pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira, 14, o pessedista registrou 4% das intenções de voto para o primeiro turno, atrás de Lula (38%), Flávio (31%), em empate numérico com Renan Santos (Missão, 4%), e empate técnico com Augusto Cury (Avante, 2%) e Romeu Zema (Novo, 2%).

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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