Brasil tem segundo passaporte mais poderoso da América Latina, aponta ranking

Principais pontos

  • O Brasil subiu para a 49ª posição global no Global Passport Index 2026 e garantiu o segundo lugar na América Latina, impulsionado por acordos de reciprocidade diplomática
  • A Suécia lidera o ranking mundial de 197 países com 96,05 pontos, enquanto o Afeganistão ocupa a última colocação com 23,10 pontos
  • O relatório anual aponta a consolidação de sistemas digitais de fronteira e a persistência da desigualdade de mobilidade entre as nações do Norte Global e do Sul Global
Passaporte brasileiro
Passaporte brasileiro
Source: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Brasil subiu uma posição e alcançou o 49º lugar no ranking mundial do Global Passport Index (GPI) 2026, elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions (GCS). Divulgado nesta terça-feira, 30, o relatório avalia 197 países e territórios com base em 14 indicadores divididos em três pilares: mobilidade (peso de 50%), investimentos (25%) e qualidade de vida (25%). No recorte da América Latina, o país manteve a segunda colocação com 82,4 pontos de um total de 100, atrás apenas do Chile.

O relatório de 2026 destaca que o cenário global foi marcado pela consolidação de sistemas digitais de gestão de fronteiras e pela persistência da desigualdade estrutural de mobilidade entre as nações do Norte Global e do Sul Global.

Entenda o desempenho do Brasil 

Mobilidade (43ª posição global | Nota: 90,7): O pilar é o principal ativo do documento brasileiro, que lidera o indicador na América Latina devido à política de reciprocidade diplomática. Em janeiro de 2026, o Brasil oficializou o e-Visa permanente para cidadãos de EUA, Canadá e Austrália, estendendo a medida para México, França e Argentina. Em maio do mesmo ano, firmou acordo de isenção mútua de vistos de 30 dias com a China e, em fevereiro, liberou a entrada sem visto para portadores de passaportes comuns de oito países, incluindo Irlanda e Dinamarca. O relatório pondera, contudo, que a implementação do sistema europeu ETIAS gerará custos adicionais na rota mais utilizada pelos brasileiros.

Qualidade de vida (37ª posição global | Nota: 75,0): O desempenho é sustentado pelo custo de vida e pelos índices de satisfação pessoal (ambos na 36ª colocação mundial). O desempenho ambiental (53ª) e as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (63ª) ficaram abaixo da média interna, mas superam o índice regional.

RECOMMENDED FOR YOU

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PT) em agendas no Rio. 22/08/2026

Lula e Flávio travam disputa de discursos sobre segurança em atos simultâneos no Rio

Investimentos e oportunidades (81ª posição global | Nota: 43,9): Setor apontado como o principal freio para o avanço do Brasil e de outros países latino-americanos no ranking geral. O país lidera em inovação entre as grandes economias da América Latina, mas perde pontos devido à tributação sobre pessoa física (89ª posição) e à Renda Nacional Bruta (RNB) per capita (85ª). No entanto, a RNB per capita utilizada no modelo registrou evolução, passando de US$ 14.900 para US$ 18.900 nos últimos cinco anos.

Suécia lidera ranking 

A Suécia lidera o ranking mundial de 2026 com uma pontuação de 96,05 de 100, seguida por Suíça e Finlândia. Na outra extremidade da lista, o Afeganistão ocupa a última posição (197ª) com 23,10 pontos, compondo os cinco menores índices junto a Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Síria.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

Se está acontecendo no Sul Global, está no nosso canal do WhatsApp.

Nós contamos as notícias que você precisa saber.

Inscreva-se agora
Ícone do banner do WhatsApp