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Brasil reforça vacinação contra o sarampo após surto nas Américas

Principais pontos

  • Surto de sarampo nos EUA e países vizinhos acende o alerta para risco de contágio.
  • Brasil registra 52 casos importados em 2026, mas mantém o vírus sob controle com bloqueio vacinal.
  • Imunização gratuita é reforçada. Número de crianças sem nenhuma dose caiu 86% desde 2023 no país.
O cenário atual reflete a recuperação dos índices de imunização. O selo de país livre da circulação sustentada do vírus foi recuperado em novembro de 2024, após a interrupção da transmissão comunitária.
O cenário atual reflete a recuperação dos índices de imunização. O selo de país livre da circulação sustentada do vírus foi recuperado em novembro de 2024, após a interrupção da transmissão comunitária.
Source: Depositphotos
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Diante do avanço do sarampo no continente americano e do maior surto registrado nos Estados Unidos nos últimos 35 anos, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância e imunização no Brasil. O objetivo é conter o impacto de casos importados e evitar a reintrodução da circulação endêmica do vírus no território nacional.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, mais de 90% dos casos no país ocorrem em pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal desconhecido, atingindo majoritariamente jovens de até 19 anos.

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apontam que Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% das ocorrências confirmadas na região em 2026.

No Brasil, foram diagnosticados 52 casos importados até o início de outubro — sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. A resposta epidemiológica inclui monitoramento rigoroso de contatos, busca ativa de suspeitos e bloqueio vacinal direcionado, com reforço de aplicações em locais de grande circulação e áreas estratégicas, como a tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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Retomada das coberturas vacinais

O cenário atual reflete a recuperação dos índices de imunização após o país perder, em 2019, a certificação de eliminação da doença devido a coberturas baixas e mais de 20 mil infecções.

O selo de país livre da circulação sustentada do vírus foi recuperado em novembro de 2024, após a interrupção da transmissão comunitária.

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef destacam avanços expressivos nos últimos anos:

  • Redução de crianças não vacinadas: O número de crianças sem nenhuma dose (zero-dose) no Brasil caiu 86% entre 2023 e 2025, passando de 360 mil para 50 mil, o que retirou o país da lista dos 20 com mais não imunizados no mundo.
  • Tríplice Viral em alta: Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — atingiu 93,10% nacionalmente (94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas).
  • Mobilização em massa: Em 2026, quatro campanhas intensivas aplicaram mais de 3,8 milhões de doses em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

Estratégias preventivas e a "dose zero"

Entre as medidas adotadas em áreas prioritárias, como a região metropolitana de São Paulo, destaca-se a aplicação da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa aplicação funciona como proteção adicional e não substitui as doses de rotina do calendário infantil, previstas para os 12 e 15 meses de idade.

O Ministério da Saúde reforça que a vacina tríplice viral está disponível gratuitamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação para quem está com o esquema vacinal incompleto ou desatualizado é procurar um posto de saúde para garantir a proteção individual e coletiva.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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